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segunda-feira, 27 de março de 2017

DEBATE VIRTUAL PROMOVIDO PELA SPVA/RN, EM 23/03/2017

 DEBATE LITERÁRIO VIRTUAL em 24/03/2017, promovido pela SPVA/RN.

Caríssimos amigos, infelizmente alguns acontecimentos de quarta-feira para cá, me impediram de providenciar o processo de estudo sobre a obra do escritor do mês. Entretanto, podemos iniciar agora, e tentarmos conhecer um pouquinho sobre o amigo. O nome mais votado na enquete foi o de EMECÊ GARCIA, pseudônimo do escritor Maurício Cardoso Garcia.
Informo que o DEBATE LITERÁRIO VIRTUAL de hoje, terá dois momentos, agendados de acordo com a disponibilidade do escritor/poeta:

 Momento: 18h às 19h 
2º Momento: 22h às 23h
Segue, para apreciação dos amigos, o vídeo onde aparece o Emecê Garcia, falando um pouco sobre ele.

Ozany Gomes - Boa noite, poetas e amigos! É um grande prazer poder receber no Debate Literário Virtual, nosso confrade Emecê Garcia, escritor que tem dado grandes contribuições para a literatura potiguar. Agradeço ao amigo por ter aceito o convite para participar da enquete! Agradeço também aos amigos e poetas que votaram em todos escritores participantes.

Ozany Gomes - Minha pergunta para Emecê Garcia é: O que te motivou a abrir a Biblioteca Comunitária, na Comunidade do Japão, bairro Redinha Velha, em Natal/RN?

Mauricio Garcia - (Muitos Risos) Amiga minha, a princípio quero agradecer a sua perseverança e determinação, por me convencer, como sempre. Mas, diminua seu aperreio. As bibliotecas vieram contrapor com os clubes de futebol na comunidade. Futebol nunca levou nenhum jovem aqui a ser profissional, porém as bibliotecas era um reforço para as escolas. Não é Japão é África na Redinha.

Ozany Gomes - Me perdoe, Emecê! Totalmente desorientada a pessoa aqui...kkkkkk

Mauricio Garcia  - Ei, quem tá rolando pelo chão até agora sou eu, quase não consigo responder as demais pessoas, pode!

Ozany Gomes  Simmmm...e eu envergonhada até agora...affff, já fui várias vezes na comunidade e esquecer o nome!!! Como pode? Desculpe aí!



Apresentação Oliveira Roque - Pergunto ao poeta e escritor Emecê Garcia. O que o levou a ser escritor? Em qual momento da vida você sentiu necessidade de escrever? Qual escritor te inspira?

Mauricio Garcia - Logo tu Bichinha, que conheces além da minha palma o meu coração! Bom, o que me levou a ser escritor, a princípio foi o exílio da minha terra natal (Natal) e dos meus familiares, das praias, do sítio e tudo mais. O momento em que me levou a escrever foi quando senti o peso da solidão, dentro de um quarto de apartamento quando morava em São Paulo. São vários escritores e poetas que me fizeram meus pais poéticos: Como poeta Carlos Drummond, João Cabral de Melo Neto; como escritores Machado de Assis, Guimarães Rosa e tantos outros.

Apresentação Oliveira Roque - Outra pergunta poeta Emecê Garcia. A pessoa nasce poeta ou se faz poeta aprimorando-se nas leituras literárias e cotidianas?

Mauricio Garcia - Sim, há duas vertentes de poeta. Os natos por influência dos pais e os que se encontram através das leituras ou da necessidade de exprimir os seus sentimentos.

Apresentação Oliveira Roque - Emecê Garcia. Sou leitora de suas obras. Observo nelas inseridas a presença feminina. Pergunto: O que te leva a este contexto literário? Afinidades? Curiosidades? Observação da figura feminina?

Mauricio Garcia - Eita, lá vem ela de novo! Bom, a princípio, todos nós viemos de uma mulher e não há outra maneira de vim ao mundo. No entanto, eu nasci na casa das sete mulheres: minha mãe e seis irmãs e, certamente, és a razão da presença feminina nas minhas obras. Pelo que se sabe todo poeta romântico canta a enaltecer a sua musa, então eis a razão!


Apresentação Oliveira Roque - Poeta Emecê Garcia. Você escreve contos, crônicas, poesias.... Pergunto: desde quando, em qual ano de sua vida literária surgiu a literatura de cordel tão bem apreciada por nós nordestinos. E se essa literatura transcende o Nordeste?

Mauricio Garcia - É isso, o cordel surgiu num processo da maturidade poética, quando eu deixei a vaidade de ser poeta pela humildade da técnica do cordel, que surgiu em 2007, como febre em Natal, quando surgiu Antonio Francisco, o qual me inspirou a esse estilo e que hoje e sempre o Nordeste sempre bebeu dessa fonte que exporta para o sul do país e para o resto do planeta.


Apresentação Oliveira Roque - Poeta Emecê Garcia. Como já citei anteriormente sou sua leitora. Conheço bem suas obras e tenho as minhas preferidas: Como os cordéis "Um cacho de flor da vida " e "Cantilena pela paz" como autor você tem preferência por alguns de seus trabalhos literários?

Mauricio Garcia  - Como toda mãe, eu sinto que gerei e tirei das minhas entranhas um ser, o meu primeiro filho poético o DENDROCLASTA. Eis aqui umas das preferências minha entre tantos filhos já gerados, hoje em número de 14. Mas gosto também do livro CONTOS FEMININOS porque dele saíram vários cordéis, ou seja, alguns netinhos poéticos. Pode?



Clécia Santos - Passando para parabenizar meu amigo poeta Mauricio Garcia! Merecidamente escolhido! Amigo gostaria de saber a quanto tempo de poesia escreves?

Mauricio Garcia - Olá, amiga! Obrigado! O meu primeiro livro de poesia foi lançado em 1988, em São Paulo, intitulado DENDROCLASTA, então faz em junho, dia 18, exatamente, 29 anos de poeta.

Clécia Santos - Que maravilha poeta! Parabéns mais uma vez e tudo de sucesso!




Junior Dalberto - Boa noite. Gostaria de saber mais sobre seu trabalho literário!

Mauricio Garcia - Olá Dalberto, obrigado por seu interesse em querer conhecer o meu trabalho. Assim sendo, podes visitar meus blogs: www.essenciasemparadoxo.blogspot.com ou recanto das letras em autores: Emecê garcia.

Junior Dalberto - Massa, vou sim!

Mauricio Garcia  - Obrigado!




Deth Poetisa Dos Ventos Haak - Bênçãos Poeta! O que na Filosofia lhe inspira a escrever?

Mauricio Garcia - Olá, amiga minha, quanto tempo! A princípio me inspira a escrever no que tange à verdade das essências da lógica e da ética. E poeticamente no que se refere às deusas e musas.


Deth Poetisa Dos Ventos Haak - Como Filósofo que Mestre o levou a fazer essa opção?

Mauricio Garcia  - Sim, justamente a simplicidade do filósofo Sócrates enquanto homem e humano distinto de um uma sabedoria elevada e transcendental.


Deth Poetisa Dos Ventos Haak  - Poesia caráter do que emociona toca a sensibilidade sugere emoções por meio da linguagem . Qual a diferença entre Poesia e o Poema?

Mauricio Garcia  - Deth, amiga minha! Posso definir a distinção dessas a partir das minhas vivências poéticas e mesmo assim, a complexidade continuará. No início eu entendia poesia como sendo a forma, o tamanho, ou seja, o verso. Um simples verso é poesia. Mas temos o terceto, o quarteto, etc. Hoje para mim, poesia é toda forma de expressão de sentimento, pois há poesia numa prosa, no conto, numa crônica e num romance (Iracema, por exemplo). Portanto, o poema é uma Odisseia, uma Ilíada, um lusíada repleto de poesia. É isso.

Deth Poetisa Dos Ventos Haak - Poeta vc acredita que quanto maiiiis se ler melhor se escreve? Digitar aqui e uma obra.

Mauricio Garcia - Certamente a leitura não só nos leva a escrever melhor como também nos motiva, nos inspira; há pessoa que quase não ler e quer escrever, mas vai haver um momento que essa necessidade vai lhe exigir, para assim, se sentir mais produtivo e criativo.

Deth Poetisa Dos Ventos Haak - Na trajetória de Escritor vc já se sentiu órfão de Poesia?

Mauricio Garcia  - Muito pertinente essa sua pergunta. Houve um período que escrevia em torno de 10 poemas por dia, isso eu interpreto hoje como sendo uma fuga; eu morava em São Paul, aí, voltei para Natal e continuei escrevendo na mesma intensidade. Vinte e sete anos após matei os exílios e talvez os vazios, as lacunas e estou me sentindo não órfão da poesia, mas mais cuidadoso com ela e até reclamo comigo mesmo por não mais escrever tanto.




Erilva Leite - Quem é Mauricio Garcia, enquanto não escreve? O que te fascina e o que te deixa irritado? (minha admiração por seu trabalho!).

Mauricio Garcia - Poxa, que maravilha! Obrigado! Bom, não sou diferente de outros mortais, tenho meus defeitos e minhas virtudes, assim sendo, enquanto não escrevo penso! Quando escrevo penso mais ainda movido pela Trans-Inspiração. Alimento-me de uma consciência que não procuro me irritar em todos os aspectos, e o que me fascina é a paz, a liberdade e a vida enquanto poeta! Isso sim, salva, liberta e cria.

Erilva Leite - Obrigada pela belíssima resposta! Não poderia mesmo ser diferente...

Mauricio Garcia - Obrigado amiga!




Claudio Wagner da Silva - Mauricio Garcia na sua linha do tempo poética você acredita que faz uma poesia mais madura hoje ou poesia não precisa de maturação?

Mauricio Garcia - Olá Cláudio, que bom está aqui. Rapaz, no início eu só queria escrever, não me preocupava com maturidade, mas o tempo vai-nos moldando a refletir a nossa escrita, Drummond diz isso, Mário Quintana também. Depois que virei cordelista eu senti essa necessidade da poesia não digo madura, mas com mais responsabilidade técnica. Assim como exige um soneto ou Hai Kai. A poesia é um estilo e por si só isso é maturidade. Nós que demoramos a perceber isso.

Claudio Wagner da Silva - Gostei muito da resposta meu Caro.

Mauricio Garcia  - Obrigado Claudio.

Claudio Wagner da Silva - Poesia é só inspiração ou também trabalho duro? Na sua opinião  meu Caro?

Mauricio Garcia  - Eu sinto a poesia como essência que liberta o ser, porque a inspiração é libertação, no entanto, o que se diz dureza em poesia é beleza da arte quando bem feita, bem sentida, bem criada, bem vivida. Não há trabalho no que se faz com amor e prazer. É o que sinto quando vivo poesia!

Claudio Wagner da Silva - Penso também nesses termos meu Caro obrigado pela resposta



Sóter José - Isso quer dizer que os versos livres não são maduros e seus autores não são responsáveis?

Mauricio Garcia - Olá Sóter, não deixei de escrever versos livres não, continuo a escrevê-los sim, assim mesmo quando aprendi a técnica da poesia metrificada quando terminei o curso de Letras, o detalhe é que eu tinha o dever a obrigação enquanto poeta de saber e conhecer e fazer um soneto em decassílabo ou em versos alexandrino e saber e fazer também que o Hai Kai tem a sua métrica, como certa vez, disse Mário Quintana a um aprendiz de poesia que era necessário saber. e acredito que sabes o estilo de Quintana,

Sóter José - O próprio Quintana eternizou-se pelos poemas-prosa.
a rigidez dos hai-kai, 17 sílabas, 3 versos independentes e uma unidade final,
termina, em português, por limitar o poema em vários aspectos, não acha?

Mauricio Garcia - Para uns há limitação para os haikaistas há expansão e infinitude. Também pensava assim com relação a Literatura de Cordel, mas os que vivem essas técnicas sabem os valores e poder que é ser poeta nessas linhas. Assim como também sou admirador da poesia concreta, da poesia visual e poesia livre de Oswald de Andrade e tantos outros. Tenho livro de poesias nesses estilos.

Sóter José - Parabéns. Debate virtual é democrático: todos tem espaço para se manifestarem e questionarem suas duvidas, e o objeto do debate tem como se expressar da sua melhor forma por meio de textos e não de falas. Gostei.




Eva Guarani-Kaiowá Potiguar - Garcia, você é o que podemos chamar de "Show Man"!  Poucas pessoas conseguem expressa poesia com Tanta originalidade e ao mesmo tempo, conciliar diversos gêneros com humor, cultura e popular sensibilidade.
Então, para você, o mais importante, o fluir livre da poesia ou as suas regras na literatura?

Mauricio Garcia - Olá, amiga! Obrigado pela presença nessa virtualidade de universo. Bom, eu navego por ambas vertentes por ser humano há algumas regras que não tem como quebrar, mas quanto poeta, a regra poder ser quebrada a qualquer instante, e isso é o que me faz ser livre poeticamente. Vejo isso apenas como um ensejo de vida que irá se transmutar a qualquer hora,

Eva Guarani-Kaiowá Potiguar - Adorei a confirmação de que você também quebra regras, como um pássaro de voo livre!! 

Mauricio Garcia - O pássaro na minha concepção vive a sua própria regra inata é o que todos deveríamos fazer, mas as con(in)venções nos ceceiam essa realidade passarinho! Por isso, somos poetas.



Tonha Mota - Poeta Emecê como acontece a sua inspiração flui naturalmente? Ou tem uma hora especial que você sente mais inspiração?

Mauricio Garcia - Olá Tonha, obrigado! Quanto a minha inspiração ela é muito complexa. Ora acontece a inspiração junto com a transpiração. Ora a transpiração é pura inspiração; não tem hora, nem local nem dia, quando quero escrever escrevo, aí pinta a inspiração.



Gonçalves Júnior - Boa noite. O ilustre poeta, em "Meus haicais a uma flor", cita jardim, pássaro, colibri, borboleta, beija-flor, criando belas imagens... Tais imagens são recorrentes em outros poemas? Qual a importância dos haicais para a sua obra? É mais difícil fazer cordel ou haicai?

Mauricio Garcia  - Olá, Gonçalves! Obrigado! Sim, sim o hai kai tem esse poder imagético e gosto muito de escrevê-los, porém não me considero um haikaista, nem um cordelistas, nem trovador e sim um simples poeta; procuro dar em meus poemas uma imagem da vida e do mundo que nos cerca; é assim que os vejo meus poemas. Para mim todos os estilos permeiam a minha obra: o verso livre, a trova, o poesia concreta e visual. Quanto à dificuldade se dá quando não se tem o domínio da técnica, assim sendo tanto o cordel, quanto o hai kai exigem que sejam metrificados.

Gonçalves Júnior - Algum tema é recorrente em sua obra?

Mauricio Garcia  - Eu não me prendo a tema, mas percebo que o social, o filosófico, o político e o cristão permeiam a minha obra com ênfase ao feminino em contradição ao machismo.




Emecê Garcia explanando sobre suas obras
Parte do público assistindo a explanação
Poetisa e Profa. Apresentação Oliveira
Poeta José de Castro
Poeta Paulo Caldas
Poetisa Fátima Bezerra
Poeta e Fotógrafo Evaldo Silva
Poeta Aldemir Laurentino
Poetisa e Contadora de Histórias Dorinha Timóteo
Poeta Marcos Campos
Poetisa Clécia Santos
Poeta Cláudio Wagner
Poetisa Janaína Leite
Poeta e ator Sandanberg Oliveira
Poetisa Arlete Santos
Parte do Público
Escritor Rubens Azevedo
Público como um todo



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